O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma nova ampliação da inelegibilidade de Jair Bolsonaro, acrescentando mais 35 anos de impedimento à já existente punição imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com a decisão, o ex-presidente ficará impedido de disputar qualquer cargo eletivo até 2060, quando terá 105 anos.
A nova sanção decorre de um conjunto de ações que tramitam no STF e no TSE envolvendo acusações de abuso de poder, ataques ao sistema eleitoral e condutas consideradas antidemocráticas. Moraes decidiu unificar os efeitos das condenações já impostas e das que ainda estão em curso, estendendo automaticamente a inelegibilidade para todos os casos correlatos.
Segundo o despacho, Bolsonaro exerceu “reiteradas práticas que atentam contra o processo eleitoral e o Estado Democrático de Direito”, o que justificaria o alongamento do veto político. O ministro também reiterou que o ex-presidente segue como investigado em diversas frentes, inclusive na que trata de suposta tentativa de golpe de Estado — processo que levou à sua prisão preventiva na semana passada.
A defesa de Bolsonaro classificou a medida como “perseguição jurídica sem precedentes”, afirmando que irá recorrer. Aliados do ex-presidente afirmam que a decisão representa mais um capítulo do cerco judicial promovido por Moraes, enquanto parlamentares da oposição anunciaram que pretendem levar o caso a organismos internacionais.
Com o novo prazo, Bolsonaro está oficialmente fora do cenário eleitoral por três décadas e meia, tornando impossível qualquer retorno político via urnas.
Por: Augusto Kemmerich
Foto: Abr
Fonte: Conexão Política




















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