O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta segunda-feira que a situação financeira dos Correios é “muito ruim” e projeta um impacto fiscal ainda mais severo para 2026. Segundo ele, o rombo da estatal levou a uma revisão significativa do déficit das empresas públicas controladas pela União.
De acordo com o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do 5º bimestre, as estatais deverão encerrar 2025 com déficit de R$ 9,2 bilhões, sendo que os Correios são apontados como os principais responsáveis por esse resultado negativo.
Terra
Durigan afirmou que há negociações para uma operação de crédito com garantia da União — mas descartou, por enquanto, um aporte direto do Tesouro.
O secretário também reforçou que um plano de reestruturação “ousado, mas cuidadoso” está sendo cobrado para os Correios, com o objetivo de recuperar a saúde financeira da empresa.
A situação da estatal preocupa especialmente por causa de seu impacto nas contas públicas: segundo Durigan, o resultado ruim da empresa “causa impacto negativo nesse resultado trimestral” do governo.
Além disso, ele alertou para a possibilidade de “maior contingenciamento” no orçamento de 2026 se o plano de recuperação não for bem estruturado.
Entre as alternativas estudadas para reforçar o caixa está a venda de imóveis ociosos pelos Correios, que seriam entregues à EMGEA, empresa gestora de ativos da União. A ideia é que a EMGEA pague antecipadamente parte do valor e conduza a venda posteriormente.
O rombo dos Correios já afetou fortemente outras estatais: conforme relatório recente, a estatal postal responde por mais da metade do déficit acumulado entre janeiro e agosto de 2025, que ultrapassou a marca de R$ 8 bilhões.
Por: Augusto Kemmerich
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Fontes: Estadão e Jovem Pan




















Deixe um comentário