O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por cerca de 40 minutos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em mais uma tentativa de reduzir tensões comerciais entre os dois países. Segundo o governo brasileiro, Lula voltou a cobrar a retirada das tarifas remanescentes impostas por Washington a produtos nacionais, especialmente após a recente flexibilização promovida pelos EUA em setores como carne bovina, café e outros alimentos.
Apesar do esforço diplomático, ainda não há sinalização clara de que Trump vá avançar na eliminação de todas as taxas. A Casa Branca, que vem utilizando medidas tarifárias como ferramenta de pressão econômica e instrumento político interno, não confirmou se haverá uma revisão completa das barreiras restantes.
No diálogo, Lula argumentou que as tarifas prejudicam exportadores brasileiros e distorcem o comércio bilateral em áreas nas quais o Brasil tem forte competitividade. O presidente afirmou que a manutenção das cobranças não condiz com o discurso norte-americano de cooperação estratégica e apelou diretamente a Trump para que “destravasse” o tema.
Segundo fontes do governo, Trump ouviu as reivindicações, mas manteve posição cautelosa, afirmando que qualquer decisão levará em conta “prioridades econômicas domésticas” e o impacto sobre produtores norte-americanos.
O Planalto considera que a abertura recente feita pelos EUA — com a isenção tarifária para alguns alimentos — é um passo positivo, porém insuficiente. A expectativa é de que as negociações continuem nas próximas semanas, embora integrantes da equipe econômica admitam que o ambiente político em Washington torna o avanço mais difícil.
Por: Augusto Kemmerich
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Fontes: InfoMoney
