O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tentou colocar panos quentes sobre o clima de tensão entre o governo Lula e o Congresso Nacional após a sequência de derrotas sofridas pelo Planalto nas últimas semanas. Segundo ele, o “estremecimento” é momentâneo, faz parte do jogo político e tende a se dissipar com o avanço das negociações.
Haddad afirmou que, em um ambiente democrático, é comum haver fases de maior atrito entre Executivo e Legislativo, e classificou o atual cenário como algo “natural e passageiro”. O ministro também disse acreditar que os trabalhos seguirão normalmente após a votação de pautas prioritárias e ressaltou que o diálogo com parlamentares continua aberto.
A fala ocorre após o governo colecionar reveses significativos, como a queda de medidas provisórias, resistências a projetos econômicos e pressões crescentes de líderes partidários, que reclamam da articulação política e do cumprimento de acordos.
Para Haddad, no entanto, o episódio não representa uma ruptura estrutural. Ele enfatizou que crises desse tipo fazem parte da relação histórica entre os Poderes e que o governo segue empenhado em manter a estabilidade institucional.
Nos bastidores, porém, a avaliação é menos otimista: aliados admitem desgaste entre Planalto e Congresso, especialmente após divergências sobre impostos, cortes de gastos e emendas parlamentares.
Por: Augusto Kemmerich
Foto: REUTERS/Adriano Machado
Fontes: Pleno.News e InfoMoney




















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