Foi um programa tenso e com declarações fortes. A entrega da medalha do Mérito Farroupilha ao líder do MST, João Pedro Stédile, prevista para acontecer na próxima segunda-feira (16) na Assembleia Legislativa, foi o tema do Conversas Cruzadas desta quarta-feira (11).
De um lado, o proponente da homenagem, o deputado estadual Adão Pretto Filho (PT). De outro, o também deputado estadual Delegado Zucco (Republicanos). Durante uma hora, os dois defenderam seus pontos de vista. Por vezes, com ânimos acirrados.
— Stédile, essa grande liderança estará aqui, um economista gaúcho, uma liderança reconhecida no mundo, que defende a democracia, a paz. Tenho certeza que todas as pessoas estarão ali de forma ordeira — afirmou Pretto.
O deputado petista disse que a ideia seria prestar a homenagem no Teatro Dante Barone, mas o local está em obras. Por isso, diz que está buscando um lugar amplo dentro da Assembleia Legislativa para receber, também, diversos integrantes do movimento.
Zucco, que protocolou um recurso pedindo o cancelamento da homenagem, rebateu chamando o MST de grupo criminoso, comparando ao PCC.
— Se entrar na Assembleia e começar a fazer apologia ao crime, corre o risco de sair de lá preso, porque incentivar invasão, incentivar esbulho possessório, incentivar cometimento de crime é crime do direito penal, artigo 287. Se eu estiver lá e ele fizer isso, incentivar invasão de terra, vou dar voz de prisão e levar ele para delegacia preso — afirmou Zucco.
Texto da coluna do Léo Saballa Jr. (GZH)
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