O setor de transporte rodoviário pode enfrentar uma nova paralisação nas próximas semanas. Lideranças nacionais dos caminhoneiros anunciaram uma greve para o dia 4 de dezembro, em protesto contra medidas econômicas do governo federal e a crescente insatisfação da categoria com custos operacionais, impostos e condições de trabalho.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, convocou caminhoneiros de todo o país para aderirem ao movimento. Segundo ele, a categoria está “no limite” e não vê mais diálogo efetivo com o governo.
A convocação ganhou repercussão adicional após o desembargador Sebastião Coelho, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), declarar publicamente apoio ao ato durante um evento nesta quarta-feira (13/11). Ele afirmou que participará da mobilização “como cidadão” e que a paralisação seria uma resposta legítima às políticas atuais.
Coelho já havia criticado decisões do governo e do Supremo Tribunal Federal em outras ocasiões, e sua manifestação reforçou a adesão de grupos organizados.
Embora lideranças do setor afirmem que o objetivo é realizar um movimento pacífico, há preocupação com possíveis bloqueios em rodovias federais, o que poderia impactar o abastecimento e a cadeia logística, especialmente às vésperas do período de maior circulação do fim de ano.
O governo federal ainda não se pronunciou oficialmente sobre o anúncio, mas integrantes da área econômica e logística já monitoram as movimentações. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também acompanha grupos que articulam apoio à paralisação.
A adesão real ao movimento só deverá ser conhecida nos próximos dias, mas a convocação já reacendeu o debate sobre os impactos nacionais de uma nova greve da categoria — a última de grande proporção ocorreu em 2018 e paralisou o país por 11 dias.
Foto: Reprodução/Redes sociais
Fontes: Metrópoles; Pleno.News
