A crise financeira dos Correios voltou ao centro do debate econômico após a divulgação dos resultados acumulados até setembro de 2025. A estatal registrou um prejuízo de R$ 6,1 bilhões, ampliando o rombo fiscal e elevando a pressão sobre o governo Lula para apresentar soluções diante do risco de impacto direto nas contas públicas.
Os dados mostram que o déficit da empresa, que já se arrastava nos últimos anos, se aprofundou com a combinação de queda no volume de encomendas, aumento de custos operacionais e falta de investimentos estruturais. O resultado negativo coloca os Correios como uma das estatais que mais contribuem para o desequilíbrio fiscal federal.
Especialistas apontam que a situação atual compromete a capacidade da estatal de manter serviços essenciais, especialmente em regiões onde a iniciativa privada não atua. Há também preocupação com a necessidade de aporte do Tesouro Nacional caso o caixa da empresa não funcione de forma autossustentável — o que ampliaria ainda mais o déficit do governo.
Apesar da gravidade do cenário, o governo ainda não apresentou um plano claro de recuperação. Internamente, discute-se desde ajustes administrativos até uma reestruturação mais profunda da estatal. A privatização, frequentemente mencionada em debates anteriores, não está entre as prioridades da gestão atual.
Enquanto isso, a deterioração financeira segue colocando pressão sobre a política fiscal e dificulta os esforços da equipe econômica para cumprir metas de resultado primário. A expectativa é de que novas medidas sejam anunciadas após o fechamento do balanço anual.
Por: Augusto Kemmerich
Ilustração: Poder360
Fontes: InfoMoney, Agora No Vale e Poder360



















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